terça-feira, 18 de outubro de 2016

Amo-te assim!

Amo-te no meu silêncio e na minha aparente solidão, a qual entras sem pedir licença, pois o espaço é teu...
Amo-te por inteiro, com tudo o que és e o que não és...
E descobri que estava perdida de amor quando, apoiada em teu peito, não senti desconforto ao ouvir teu sono barulhento... Atentei-me mais as batidas de seu coração que estavam sob meus ouvidos... E foi a mais linda canção que ouvi...
Amo-te devotamente! Por quê?
Porque vejo em ti a humanidade que procuro em mim e sei que ao teu lado posso crescer mais...
Amo-te e te deixo livre... Pois me enamorei por uma águia e o preço que tenho de pagar é ver-te em teus voos ousados e altos...
Mas a melhor recompensa é saber que, em teu cansaço do agitar dos dias e dos voos irados, virás até mim, pousando docemente em minhas mãos... Para o refúgio dos amantes!
Amo-te assim, do meu jeito... Ora desligada, ora explosiva, ora tão terna, ora aquecida, ora metódica, ora poeta, ora louca, ora santa, ora Frida, ora militante, ora "de boa"...
Amo-te porque me acolhes assim inteira, com tudo o que sou e o que não sou...
E volto ao meu silêncio e a minha aparente solidão, amando-te.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Escuridão linda!




Moço, deixa eu lhe falar...

Quando tentam me definir,
Quando tentam me enquadrar em substantivos e adjetivos que nada dizem de mim,
Quando me isolam em um verbete que não faz eco ao que há de mais essencial em mim...
Quando me dão receitas prontas que a mim nada servem...
Respiro fundo,
Vivo o silêncio da alma,
E sigo com passos firmes
Na estrada de chão,
Na travessia do tempo,
Conservando a utopia...
Minha alegria: 
O vento no rosto e as estrelas no céu...
Assim, 
Toda escuridão da noite torna-se linda!

sábado, 24 de setembro de 2016

Coragem, Resistência, Resiliência!



Foto: Elis da Luz! Setembro, 2016.
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.O que ela quer da gente é coragem."  
(Guimarães Rosa)


Sim, nestes tempos de #ForaTemer, a vida quer da gente coragem. Coragem e ousadia. Não podemos esmorecer na luta pela manutenção de nossos direitos. 
Esta luta não vale... Luta-se por direitos e não para sua manutenção. Isso representa o retrocesso, uma barbárie diplomática e burocrática.

Minha gente, não nos basta escandalizarmo-nos com as decisões que estão sendo decididas, com as medidas que estão sendo tomadas... Precisamos criar resistência... Resistência feminina, resistência poética, resistência libertadora, resistência das minorias, etc.

Moço, deixa eu falar... Não dá para ficar calada, vendo ratos invadindo espaços comunitários e comendo da comida do povo... 

Moço, deixa eu falar... Deixa eu gritar minha indignação, pois os lobos mais querem meu silêncio e a voz calada dos conformados!

Moço, deixa eu falar... Por que a palavra é a única coisa que nos restou livre... E com ela posso manifestar meu #ForaTemer...

Vamos, minha gente! A vida exige de nós coragem... A cada tapa na cara, dado por esta "rataiada" oligarca, vivamos a resiliência dos humildes! 

Vamos na luta e não deixemos de sonhar com o Outro mundo possível. Sim, eu acredito. Sim, eu quero! Por isso, luto, canto, grito e resisto!


Elis da Luz




Foto: Elis da Luz! Setembro, 2016.

Benção poética

Meu amor pediu-me um poema. Pediu-me que concedesse a ele a benção da Poesia. Pois poemas não são automáticos. Devem brotar de dentro, do nosso olhar interior, da intensidade da vida que ferve dentro de nós... Disse sim! Mas este sim foi meu ato de fé para com minha mãe Poesia... Por saber que olharia por sua filha poética e não me deixaria na mão...
Confiei no tempo.
Confiei e perscrutei as coisas mais lindas que emanavam de meu objeto poético: meu amor!
Vivi a "ruminatio" dos poetas... De meditar no silêncio, de se deixar embalar calmamente pelas palavras...
Até que o poema chegou. Mas chegou na hora dele. Manso, travesso e sorridente com a aurora. Eram 1h14 da madrugada...
Obediente, deixei meu leito. Pequei o papel e a caneta. Sentei concentrada no sofá, no silêncio das altas horas...
E o papel preencheu-se de palavras.
Meu êxtase poético chegando ao fim...
O poema veio tão ele, meu amor, que não precisou de retoques. Era ele retratado no papel.
A Poesia fazia reverência a sua beleza e encanto... Apaixonou-se por ele também... rsrs
Hoje, estou aqui, lendo e relendo este poema. Como se a cada leitura devota fosse um beijo de amor nos lábios de quem me faz suspirar e voar no pensamento... Como se aquele papel, aquelas palavras, aquele poema tivessem o poder de eliminar a distância entre nós, de congelar o tempo, e nos unir naquele espaço só nosso, onde podemos dizer nossas verdades sem medo...
A Poesia tornou-se nosso esconderijo de Amor.

Apoema

domingo, 11 de setembro de 2016

Olhar bucólico!

O amor é a conexão de duas almas... Dos espíritos elevados... Só a sensibilidade artística para desvelar tal sentimento de entrega... Porque nossos olhos se assujeitaram a ver sexo onde existe amor.

Foto: Eu que fiz!

Companheiro #ForaTemer

Foto: Eu que fiz e que escrevi!

SOBRE O POETA E O AMOR

Foto: Eu que fiz!

Alma poeta quer fazer experiência de tudo, até da dor!
E quando a dor vem da experiência de amar, aí parece que o poeta tem prazer em sofrer... Mas isso, aparentemente... Os poemas nascem porque é o alívio da alma escrito no papel...
Amar em silêncio? Para nós, não existe!
Nosso coração grita e a mão dá ouvidos à mente em transe literário...
Mas o poeta também é malandro!
Grita com as palavras, expõe as cores de seu amor, de sua "sofrência", mas não permite que aos outros seja concedido a licença de entrar em seu quarto nupcial interior... Só a pessoa amada!
E mesmo na dor, o Amor é lindo! Faz-nos sentir vivos e eternos!
Isso nos basta!
Abraço de Luz!

SOBRE FLORES E PEDRAS

Foto: Eu que fiz!
Sofro mais pelos outros do que por mim mesma... 
Sofro quando vejo alguém receber o fruto podre da humanidade de um outro: "alfinetada", palavras duras e grosseiras, silêncio excluidor, guetos...
Sofro mais pelos outros do que por mim mesma... 
Perfeita alegria quando essas coisas ocorrem comigo. Graças a Deus foi comigo e não com um outro! Transcendência do espírito. Mas mesmo vivendo tal transcendência, reflito em tais palavras: somos impacientes, somos intolerantes, somos seletistas, somos oportunistas... Criticamos os poderosos e praticamos os mesmos mecanismos de "defesa" pessoal, de exclusão, de guerra dentro de nossas relações cotidianos... Questionamos a política (temos respostas para tudo) e não sabemos abrir espaço para a política do bem viver...
Uma palavra a mais parece perda de tempo; um sorrriso dado ao outro parece interesse obscuro; uma pergunta parece sinônimo de burrice... Será? E se a palavra a mais, o sorriso dado e a pergunta feita fossem sinônimos de busca de interação verdadeira, de encontro com o outro, de tentativa de conhecimento mútuo...
Diante das rosas que ofereço, vejo serem lançadas pedras da insignificância, da indiferença, da inteligência que se "exalta" e diz quem é o melhor... E diante dessas pedras, as quais juntas poderão formar um forte muro entre eu e o outro, às vezes, me questiono por ser assim tão sonhadora com essa Civilização do Amor, por acreditar que eu e o outro, nós juntos, podemos mudar e transformar o mundo... não conseguimos nem nos encontrarmos como pessoas dentro do espaço de convivência comum, por vezes (ou muitas vezes) somos muro, somos porta fechada, somos pedra...
E aí? O que vamos oferecer? Flores ou pedras?
Abraço de Luz!

Mãe terra e a febre

Estou fazendo a transcrição de uma conferência de Boff, em um encontro nacional do MST com a temática sobre a Agroecologia... Não tem como não se deixar comover e sentir-se chamado em causa pela situação dramática em que se encontra nossa Mãe Terra e, consequentemente, nós!
Nossa Mãe Terra está doente e o sintoma mais visível é a febre... Quanta irresponsabilidade a nossa em não saber cuidar de nossa própria Mãe... E ele diz que esta Mãe precisa de mãos que a acariciem e não de punhos que a dominem...
Senhor, Pai da Vida, transfigura nosso olhar e nosso coração!
Dai-nos a qualidade de nossa consciência social... Nosso conhecimento partilhado está tão contaminado pelo vírus do poder que oprime e restringe a Vida, seleciona homens e mulheres, exclui outros tantos e tantas... Desconsidera a vida de nossas crianças que sofrem nas várias partes do mundo...
Nosso coração está indiferente com o outro, com os outros...
Que nossas ações sejam mais proféticas e ousadas no Evangelho do dia a dia...
Não mais rituais, mas escolhas concretas que optem pela vida plena...
Não mais regras moralistas, mas o reconhecimento do outro, do universo, dos seres vivos...
Não mais o individualismo, mas a consciência plena que nossas vidas estão interligadas...
Mãe Terra, Pachamama, Mãe querida que tudo nos dá, perdoai nossa incapacidade de amar-te como filhos e nosso egoísmo de tudo extrair de ti, com negligência e ganância.
Pai da Vida, ajudai-nos!
Pachamama, perdoai-nos!
Irmãos e irmãs, convertemo-nos!
Abraço de Luz!
Foto: Humberto S. H. Contreras, ABAI, Paraná.

Narrativa de Elis

Ela: _ Não fica chateado comigo, sou espontânea demais... Prometo mudar...
Ele: _ Não muda não... Não quero!

E ela sorriu dentro, acolhendo com docilidade aquele imperativo... 

O amor faz sorrir e deixa livre...


SOBRE A LIBERDADE DE SER QUEM VOCÊ É...

Dias atrás recebi duas mensagens, em "Off", de amigos de contextos diferentes e estados diferentes. Uma dizia: "Adoro os seus post..." A outra: "Você se expõe demais, não tem medo?!"
Bem diferentes, né?!
Fizeram-me refletir esses dias...
Agora, a minha resposta...
Obrigada a você, que mesmo não concordando, vez ou outra, com os meus pensamentos e bandeiras de luta, vive a contemplação do que é mais verdadeiro em mim... E se sou verdadeira, sou falha, cheia de erros, mas, também, cheia de esperança, de ousadia poética e literária, de deixar ecoar o mosaico das pessoas em mim, as quais foram tecidas no imaginário cultural de minha vida, pelas experiências, quedas e vitórias que vivi...
A você que disse que me exponho demais e, por fim, perguntou-me se não tenho medo... Bom, o que tenho a dizer é que, a esta altura da vida, tendo em mente tudo o que vivi, de bom e de ruim, dos ciclos que tive de fechar para poder sobreviver mentalmente, dos projetos de vida reformulados, NÃO, não tenho medo e nem me permito a tê-lo... O medo é diabólico, corta as suas asas, cria outros tantos demônios e divisões dentro e fora... Não, não tenho medo! Meus pensamentos e minhas bandeiras de luta não os posso esconder... Minha alma poeta, que tudo inclui e nada se faz perder, não a posso desconsiderar... Meu espírito libertário, meu senso de justiça, não os posso sufocar... Meu espírito feminino (não feminista, pois para mim, feminista tem cheiro de patriarcal e matriarcal, e sou pela experiência matrística, que valoriza a essência feminina, seu potencial como mulher, sua valorização numa sociedade de espírito matrístico, que não a vê simplesmente como um objeto de reprodução e serviçal), pois é, este espírito feminino de resistência tão menos posso deixar no vácuo social...
Enfim, como já disse outras vezes, o diferente não me causa medo. Assusta-me o indiferente. Agora sim, posso dizer um medo que tenho.
Também o acolherei na sua diversidade de pensamento, de visão de mundo. Encontraremos, eu e você, o ponto do equilíbrio da convivência... O resto, Deus faz!
Sim, tenho espírito revolucionário, questionador e lutador! Mas converso com o Cara lá de cima! E tem horas que o questiono também e Ele me acolhe assim, tão terra, tão chão, ousando olhar para o céu... Ora brisa, ora furacão...
Eu o sinto na natureza. Eu o escuto nos sinais, no diálogo com o outro. Ele também me questiona. Ele me provoca a olhar a dor do outro e a não ser indiferente. Ele me fala baixinho que não posso excluir ninguém... Tenho que fazer silêncio dentro para escutá-lo, porque, ao nosso redor, a gritaria social acaba por apedrejar gays, lésbicas, índios, negros, camponeses, nordestinos, nortistas, mulheres, quem diverge da direita na Política, quem é pobre, quem é desempregado, quem é estrangeiro, quem é jovem, e tantos outros...
Sim, Ele me questiona muito, provoca-me mais ainda e, muitas vezes, tem a cara de pau (por favor, perdoem minha intimidade com Deus) de me pedir para dar a cara a bater... E ainda me lembra o ensinamento de seu Filho: "Ao que te bate numa face, oferece-lhe igualmente a outra" (Lc 6,29)... Ele diz que é nobreza de espírito. Sim, é nobreza mesmo, porque tem horas que dá vontade é de mandar se F%*&# mesmo ou plantar coquinho...
Então, deu para perceber que, mesmo em minha Fan Page, a qual posso enfeitá-la ou deixá-la mais sublime, bonita e polida para os outros verem, não posso deixar de ser quem sou? Sou eu em tantas de mim, com tantos outros que reconheço e com os (e pelos quais) luto!
Sou eu no meu direito de SER LIVRE! E Deus me ama assim! Não é ofensa, é resgate da minha história e da história dos demais! Se isso causar-me consequências, só reforçará aquilo que combatemos: o sistema é opressor, saúda os que se escondem e exalta os calados!
Quanto a mim, calar é um "direito" que não escolhi...
Abraço de Luz!

Resistentes como o Ipê amarelo!

Não existe cuidado a meia boca: ou se cuida verdadeiramente ou só preenchemos tabela, protocolo...
Não existe Dom pela metade... Se me proponho ao bem, devo insistir comigo mesmo de ir até o fim... Ainda que superando medos, ultrapassando barreiras que me distanciam do outro... Quem sabe o que pode nascer na fronteira do encontro?
Ultimamente, estou percebendo um mundo tão cheio de medrosos e que, facilmente, culpam os outros pela nossa inércia no Amor...
Senhor, incendeia este caldeirão tíbio. 
Por mais homens e mulheres ousados 
no amor, capazes de morrer para si, 
de rir de si mesmo, 
corajosos em recomeçar... 
Resistentes como o Ipê amarelo! 
Amém


Servos inúteis

Foto: Eu que fiz!
Quando você chegar com os frutos do trabalho nas mãos e perguntarem, ao final, o porquê dos frutos e da semeadura... Diga para si mesmo "somos servos inúteis, fizemos o que deveria ser feito" (Lc 17,10)... 
Mas não perca tempo... 
É Deus também lhe dando o recadinho que chegou a hora de se deixar levar por ele a outros espaços que queiram a semeadura que você venha a oferecer e os frutos que de você brotará...

O que resta?

Foto: Eu que fiz!
Tão difícil encontrar palavras certas para momentos desconcertantes... Como suprir com palavras a incógnita do outro?
E o que resta de toda a vida?
Resta o que foi partilhado na gratuidade, na convivência sincera, sem máscaras, sendo simplesmente nós... 
Restam as lembranças dos dias bons que marcaram o coração... 
Resta o amor de mãe, desfolhado dia-a-dia na sua entrega mística, tão natural e tão humana... 
Resta a certeza do reencontro, de dizer para si e para o outro que parte: se aqui foi bom, da próxima vez vai ser bem melhor...

Batom vermelho

Resiliência...
Batom vermelho, porque sou mulher e reconheço a bravura de uma...
13 beijos... 
54 milhões de estrelas, vamos Resistir, Temer jamais!
E para concluir #ForaTemer eternamente!

Foto: Eu que fiz!

O CANTO DAS PANELAS

Foto: Elisangela Dias Barbosa
Elas cantaram a trilha sonora de uma das piores páginas de nossa história brasileira...
Coitadas, tão inocentes, tão vulneráveis aos desejos elitizados, dos sem compromisso com os mais pobres de fato...
E hoje elas estão silenciosas...
Por quê?
As mãos que antes agitavam-as, hoje, batem palmas e sorriem com sarcasmo na ilusória euforia de que agiram pelo bem comum.
Qual bem?
O seu? O dos seus?
Qual comum?
O nosso? Onde se sofre e se luta em prol de um nós ampliado, os excluídos e sem voz?
O seu "nosso"? Tão restrito e tão senhor de si e patrão dos outros...
E as panelas ficaram ali... No canto, esquecidas!
Já não são mais necessárias... Nem mesmo para o pobre, o excluído...
Não, meu povo, não condenem as singelas panelas...
A História já registrou quem lutou... E olha que todos lutaram, até quem disse que não se envolvia no assunto...
O peso das panelas estará na costa de todos... Resta saber se você a usou para agitar ao vento em ato de "cidadania"... Ou se a usou como ato de cidadania para tentar nuclear mais ao redor da mesa, dando a cara para bater não por patinhos amarelos mas pelo povo lascado...
Hoje,o Golpe se concretizou! A vergonha social apenas começando!
E deixo registrado aqui:
1) Foi Golpe!
2) Adeus aos direitos conquistados!
3) Movimentos sociais uni-vos!
4) Votamos em um projeto político social e não em Temer (parem com esse discurso de quererem nos culpar)!
5) Não gostou das minhas postagens me exclui de seu Facebook (em 4 anos de Facebook só tenho 645, não ligo para números mesmo!)
Abraço de Luz e vergonha na cara golpistas!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Amor torto... Amizade torta!

Fazendo um balanço geral da vida, das relações interpessoais, do que vejo e ouço nas partilhas, constato uma coisa: toda amizade torta é um amor torto... Ou, melhor dizendo, todo amor torto é uma amizade torta.
Não chamo de amizade colorida, nem relacionamento aberto...
Amizade torta é aquela pimentinha a mais no sabor da amizade verdadeira. De ambos saberem que o que o sentimento de bem querer que nutre tal amizade tem um bem querer divino, algo surreal. Ou seja, tenho a capacidade de amar fortemente o outro e, ele a mim, mas nosso amor não chegará ao ápice do sensitivo e visionário. Distantemente nos amaremos. E nossa alegria? na Amizade torta! De uma relação altamente em sintonia, plena de sinergia, de empatia, de cuidado amoroso, mas que, por circunstâncias da vida, viverá a dor amorosa-divina da separação. O que vai acontecer? Não corpos se encontrarão, mas almas se encontrarão.
Amor dos místicos? 
Talvez...
Viu porque amizade torta não é amizade colorida?
Outro dia, explico quais as renúncias e as alegrias de uma amizade torta... Do amor torto que foge do óbvio, do clássico, do racional... 
Por enquanto, moço, deixa só eu falar no mundo que todo amor torto também é amor verdadeiro e correspondido, só que não na expectativa do já conhecido. 
Até a próxima, moço!

domingo, 24 de julho de 2016

"EU QUERO UM POUCO DE MALANDRAGEM"


"Eu só peço a Deus um pouco de malandragem"... Por meio da arte,  vamos colocar para fora a agonia que nos atormenta... Não alimentemos os estereótipos femininos que tiram nossa expressão de ser, nosso jeito mulher de ser tantas coisas ao mesmo tempo. 

#BelaRecatadaeDoLar

BELA, RECATADA E DO LAR???

Elis da Luz, Brasília, 2016.

LIVRO! QUAL SUA HISTÓRIA DE AMOR?!

Arquivo fotográfico de Elis: Eu amo livro, Brasília, 2016.


QUE TAL PARTILHARMOS COMO O LIVRO TORNOU-SE UM "BRINQUEDO" PRECIOSO EM NOSSAS VIDAS?


Eu começo (rsrs, alguém tem que começar, né?!)!

Quando criança, no Fundamental I, tínhamos o hábito de passar uma hora na biblioteca para interagir com a bibliotecária e passear pelas prateleiras de livros, sentar nas almofadas e ler o livro escolhido do momento...
Na adolescência, com muito sacrífico, meu pai comprou a prestação aquela biblioteca (do lar) da Editora conhecida com o nome deste mês atual (rsrsrs)... Ajudou muito, sobretudo com nossos trabalhos escolares... Conheci Machado de Assis, Maquiavel e tantos outros...
Ainda na adolescência, meu intervalo do lanche era consumado na biblioteca. Presença assídua e de carteirinha... Num ato compulsivo, li todos os livros de José de Alencar, me encantei por todas as mulheres por ele retratado... E daí a lista foi só aumentando... Os livros se tornaram aquela janela que me transportava para mundos diferentes e distantes... 
Já na fase dos 26 anos, teve um livro que mexeu muito comigo. "Crime e Castigo", de Fiódor Dostoiévski. Foi surreal, lendo o livro, na parte do crime (que não vou contar), senti-me cúmplice de Raskólnikov... Ou seja, mergulhei tanto na leitura que me vi ali na sala com ele... Ainda bem que entrou Sophia na história, hahaha...
Resultado dos livros que li... Viajei muito, conheci mundos novos, fiz e faço outras leituras possíveis do mundo onde estou imersa, me apaixonei por leitores sábios e interessantes e não por homens considerados lindos e constatadamente vazios... 
Enfim, que este bem patrimonial que é o livro continue a encontrar espaço em nossas mãos, em nosso coração e mente...
E se um dia queimarem todos os livros do mundo, bem-aventurados os leitores, pois eles serão seus guardiões, levando-os dentro de si, nas páginas lidas e relidas!
E aí? Qual é a sua história?

Abraço de Luz! 

SOBRE A MATERNIDADE...


Arquivo fotográfico de Elis: Elis e Gabriel, Roraima, 2013.


Sim, já faz algum tempinho que venho estudando a possibilidade da adoção. Escuto muitas vozes favoráveis e outras tantas contrárias. Todas elas, favoráveis ou contrárias, com seus argumentos legítimos.
Adoção é coisa séria. Mas, colocar um filho no mundo também! O que une ambas as situações é esta palavra: maternidade! Uma palavra que comporta um compromisso de empenho e cuidado para com um "serzinho" que está sob responsabilidade... E para isso, não importa se foi gerado no útero ou se foi gerado no coração. 
Segundo Humberto Maturana, esta dimensão do ser é algo tão superior que transcende a ideia do masculino e do feminino, de muitos estereótipos que carregamos. Por isso, pensei eu, dizemos que Deus é Pai-Mãe!
Fiz um pedido a Deus: "se neste mundo, existe uma pessoinha precisando sentir-se amado como filho, aqui estou, Senhor! Também quero ser adotada por este coraçãozinho! Quem sabe, não será ele a me dar a vida, mais do que eu a ele!"
Poetas são fenomenológicos...
Dias desses, em meio a correria do aeroporto, tive que parar para escutar os risos altos de um menino. Procurei-o ao meu redor... Nada. E minha alma vibrava de felicidade por aquela experiência de sapequice... Falei comigo: "a Poesia está nascendo!"... Imediatamente, peguei uma caneta e o primeiro papel que apareceu na minha frente... Não podia deixar passar aquele momento de transe poético. E o voo? Dei preferência a todos para que passassem na minha frente, no portão de embarque...
Assim, nasceu esta poesia, a que chamo de "Poesia ao meu filho que ainda não veio"... E quando eu for adotada por ele, direi o dia em que ele foi concebido em meu coração!

Poesia ao meu filho que ainda não veio

Meu espírito lhe vê assim tão moleque, tão brincalhão,
tão genioso também, tão cheio de vontade própria que chega a irritar até este coração afetuoso que tanto lhe desejou.

Vejo-me na dança harmoniosa do universo, onde, 
neste mundo, só basta eu e você...
E neste vórtice da vida, nossas histórias, nos minutos do universo, 
passam lentamente, tal e qual um videotape desacelerado...

Amo você assim, ser pequenino que meu espírito vê. 
E você me ama assim, tão cheia de defeitos, de cicatrizes na alma,
e, mesmo assim, faz-me sentir a mais bela das mulheres.

Meu espírito lhe vê e meu corpo quer lhe sentir
para voltar a ser criança nos seus balbucios, nos seus passos correndo de lá para cá, nos seus olhos de reinvenção do mundo ao seu redor.

Amo-te, meu filho, que ainda está para chegar!
Mamãe Elis

Aos amigos e às amigas que leram este texto,
Abraço de Luz!

SOBRE A DELICADEZA DE DEUS

Arquivo fotográfico de Elis, Roraima, 2015.


Sim, hoje, pensei e viajei no pensamento sobre a delicadeza de Deus em nossa vida, em minha vida! Ele é o cara mais delicado que chega a se tornar tão invisível em nosso caminhar... E nesta sua invisibilidade corremos o risco de nos sentirmos poderosos, tão senhores da vida e de tudo, até de Deus. 
Sim, Deus é o cara! Ele respeita meu tempo e desacordos do tempo. Ele não grita! Sim, ele é o cara!
Hoje, eu o vi na cumplicidade de amigos, no olhar de confiança do outro, na boa conspiração de querer fazer valer o bem no mundo, nem que seja dando a cara para bater... Cristo também levou bofetões e cusparadas...
Fechei os olhos do corpo. Abri os olhos da alma interior. No sacrário interior, falei com Deus: É cara, tu és o cara! Transborda o nosso coração de amor por ti para que te amemos nos outros, nos nossos irmãos. E tu és o cara esperto, das delicadezas que sentimos de ti, outra coisa não é que um envio enfático de ser presença amorosa de Deus na vida dos irmãos marginalizados, dos pobres, os prediletos do Reino. Do contrário, seria egoísmo."
Amor assim só pode partir de um louco... Então, Deus é o cara mais louco que conheço. E se ele ama loucamente o homem, quem sou eu para hesitar. Hoje, amar aos irmãos requer ousadia na fé e na vida, ou seja, na loucura de Deus vou me tornando louca também. Vida morna é vida vomitada, já dizia as páginas do Apocalipse. Aos que amam reconhecendo Deus nos pequenos, acabam por ser considerados loucos por levantarem a voz contra o sistema excludente, por ousarem gritar nas ruas contra o império romano de hoje, por não serem só expectadores do destroçar de vidas alheias, as quais estão ligadas a minha pessoa neste mundo. Sou louca até para os meus irmãos de fé, os mais próximos e chegados. Sou louca por não responder ao amor como eles respondem, por não seguir seus rituais de amor, por não usar seus vocabulários de amor... 
Salva-nos que o amor de Deus, o cara e o louco, é criativo até o infinito. Tantos loucos em sua morada. Então, vou seguindo com minha loucura e Deus com suas delicadezas.
Para levar tantos tapas na cara e na alma, do mundo que não me reconhece, só é possível viver assim por causa das tais delicadezas de Deus em nossa trilha... Jesus, com o legado de sua vida e morte-ressurreição desamarrou todo o julgo que estava sobre nós, alimentou nosso protagonismo com o envio de seu Espírito Santo.
Feliz de quem tem olhos para colher no dia a dia as delicadezas de Deus, do cara louco e apaixonado... Feliz de quem o encontra no outro, sobretudo naquele outro que me pede o pão, o pão da partilha, para que, na partilha do pão, eu me torne sua companheira (con-pane).

Abraço de Luz com as delicadezas de Deus!

CECÍLIA

Arquivo fotográfico de Elis: Cecília, 2016.


Hoje, a Poesia veio me visitar na imagem da menina que dorme.
Rimou abandono, confiança e ternura.

De um lirismo puro e inocente, de um jeito que deixa o poeta sem palavras e rimas...

Ai, menina do sono bonito, dá-me um pouquinho da tua confiança!
Do sono que rouba olhares e nos conecta diretamente com Deus!
Menina que fala do amor de Deus até dormindo!

Amo-te e deixo a Poesia ao teu lado para fazer honra ao Criador, que te criaste tão bela e tão singela.


SOBRE CELEBRAR A ANCESTRALIDADE

Arquivo fotográfico de Elis.


Tem horas que o coração fica sufocado porque os olhos do corpo se deparam com visões que dói a alma, como fecha a rasgar a carne...
Tem horas que o coração fica sufocado quando seus olhos da alma veem as armadilhas que outros preparam para você, tal e qual canaimé... 
Tem horas que o coração fica sufocado quando seus ouvidos escutam Pachamama a lhe confessar tempos difíceis, desventura causada por aqueles que realmente não lhe conheceram na essência de seu agir, mas lhe rotulam por aquilo que eles conhecem... 
Tem horas que o coração fica sufocado porque entramos na mata fechada da ignorância humana, do preconceito, da presunção eurocêntrica, do machismo...
E com tanta dor, acabamos esquecendo quem somos e para quê viemos!
Ainda bem que Uirapuru canta na floresta... Com seu canto mágico desperta-nos da dor que cega...
Livre pelo canto do Uirapuru, reconheço-me tão índia e tão bela... Minha ancestralidade tem raiz na cosmovisão indígena... 
Sim, minha alma índia recorda que minha ancestralidade não é submissão da dor, mas é resistência de guerreiro...
Azar dos canaimés machistas e eurocêntricos... Suas armadilhas se desmancharão com o Sol de Tupã...
Suas inteligências serão fechas lançadas no vazio, me protege minha Mãe Terra, Pachamama...
Suas falas ocultas serão reveladas pelo Vento Norte que aos meus ouvidos canta uma canção de ninar...
Sou filha da Terra... Sou filha de Tupã... 
Sou urucum, corpo pintado de vermelho para a celebração, para festa, mas também para guerra...
Salve minha ancestralidade, de meu avô Paulo e minha avó Tereza.
Salve minha ancestralidade que acalma minha alma com a vibração dos espíritos dos guerreiros e das guerreiras da mata verde.
Amo minhas raízes indígenas!
Viva a luta! Viva a resistência! Viva a Poesia! Viva Pachamama! Viva Tupã! Viva a vitória dos guerreiros de urucum!

Abraço de Luz!

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Quem canta seus males espanta!


Moço, deixa eu falar!
Moço, deixa eu cantar!
Quem canta espanta seus males da alma e do coração!

Moço, deixa eu soltar a voz que anda presa aqui... Nas notas bucólicas, no meu momento brega...
Moço, deixa a viola tocar e disfarçar, com suas notas, a voz que estremece pelo choro contido.
Moço, deixa eu soltar o passarinho que vive em mim e quer voar...

sexta-feira, 17 de junho de 2016

SOBRE O ATAQUE EM ORLANDO




A intolerância está matando. Olhar para Orlando e constatar este episódio triste é constatar que como humanidade estamos escrevendo a pior história. As páginas recentes de nosso livro-mundo evidencia o quanto nossa humanidade não amadureceu. Vou explicar.
O desastre de Mariana, o ataque na França, as embarcações afundando no Mediterrâneo, o problema da Síria, a situação caótica do Equador (mesmo que por desastre "natural"), a eterna situação de pobreza na África, a violência contra a mulher no Brasil, o ataque em Orlando (e tantos outros ocultos por aí), a crise política na América Latina, a crise ecológica citada por Francisco... Enfim, evidencia nossa total desarmonia neste universo. Nossa incapacidade social de sermos éticos, prudentes, de viver o diálogo nas diferenças, de sermos escuta verdadeira, bons samaritanos com os que estão às margens, de sermos pró-ativos na ação política que garanta o bem-viver, nossa incapacidade de formarmos pessoas com sensibilidade nobre para com os outros. Questionamos, mas nossos argumentos são artificiais, tão sem referenciais, tão velhos e tão manipulados...
O mundo acelerou-se. A mudança de época faz tempo que chegou, faz tempo que é citada. Só não mudamos nós. O outro me causa medo, me faz ter sentimentos de rejeição ou até mesmo de superioridade sobre ele. O sentimento de purificação está no ar. Novos guetos estão sendo formados e novas periferias estão sendo obrigadas a se nuclear... Cheiro de arianismo no ar?... Do "Nós e os Outros"?
Enfim, o fato de Orlando mexeu comigo. Deu medo na alma e me chamou em causa para o meu papel social no mundo. O que estou fazendo para alicerçar a cultura do encontro verdadeiro? Quais ações minhas reforçam essa maré de intolerância com o que é diferente de mim? Diante de todos os adjetivos que o outro possa ter, o concebo na sua essência primeira, como pessoa humana?
Doeu em mim, porque, por um momento, senti a dor dos familiares e amigos das vítimas. Pensei em meus primos, nas minhas primas, nos meus amigos e nas minhas amigas. Pessoas!
E o que dizer aos que virão sobre este fato?
_ Morreram de quê?
_ Morreram de intolerância!
_ Mas mamãe, intolerância mata?
_ Mata filhinho... Mata e silencia muitos... Mata e justifica por que matou...
Façamos a nossa parte na construção de um Outro Mundo Possível, onde TODOS sejam respeitados por sua condição humana.
Um pensamento orante aos que morreram, até para quem atirou, fez sua passagem justamente com aqueles que não tolerou...
Abraço de Luz!

SOBRE ESTARMOS TODOS EM UM TITANIC


(Se você se escandaliza com as palavras, não leia... Te avisei)

Comecemos com uma constatação: o grande navio foi abalado e está se afundando aos poucos. Outra constatação: temos pessoas dentro deste navio. Pessoas. Mais outra constatação: os recursos são poucos para garantir de imediato a sobrevivência, se não de todos, ao menos da maioria.
Ecoa no absurdo vazio: SALVE-SE QUEM PUDER!
Daí a euforia egocêntrica!
Esta semana constatei que, onde quer que estejamos, estaremos no eterno Titanic... O que dói na alma, não é constatar o fim fatídico de um navio que afunda. Quer saber o que dói? Dói constatar que aquelas mazelas elitizadas se perpetuam. Estratégias imediatas para salvaguardar os interesses primeiros de grupos privilegiados. Este é o mal. Em todo espaço (na sociedade, na política, e nas igrejas/religiões) tem sempre um grupo privilegiado, que pode ser por legitimidade ou por pura soberbia. E, em grande parte da história, são sempre eles a decidirem a vida dos demais. São sempre eles os inteligentes. São sempre eles os entendedores da análise de conjuntura e da economia. E, em grande parte, são sempre eles os "eles", pois mulher não tem perfil para traçar estratégias e buscar soluções duradouras. E somos sempre nós a sofrer o impacto de suas decisões, atônitos sem muito entender ou acreditar no que está acontecendo...
Vamos minha gente! O navio está afundando. Não nos iludamos, não corramos atrás dos senhores dos privilégios. Seu universo é muito pequeno para que caibamos todos. Corramos atrás dos ratos, ao menos eles nos ajudam dando-nos pistas para nossa sobrevivência.
Pensei que o difícil da vida fosse lutar, sol a sol, por minha sobrevivência. Mas, as duras penas, constato que o difícil mesmo é sobreviver neste sistema excludente e sedutor, que dita regras com elegância, com diplomacia, nos cálculos econômicos e na falsa acolhida de nosso ser mulher no mundo.
E me perdoem minha ousadia, mas ter vagina (fique claro que usei o nome técnico) neste mundo parece como ter um diploma de burrice desde o dia do nascimento... Não, não estou levantando nenhuma bandeira feminista. Apenas apresento em palavras o que constato na observação diária. Estamos no mundo e não somos cegas. Estamos no mundo e sofremos com esse sistema que dita a etiqueta para o homem e para a mulher... E meu alerta interior é que, infelizmente, este sistema econômico está muito invasor de nossas relações interpessoais, de nossas relações fraternas, até mesmo dentro dos espaços de nossa experiência de fé e comunionalidade...
Enfim, o Titanic está aí... E você o que fará? Vai pensar junto para o bem de todos ou vai pensar sozinho e para o privilegio de poucos?
Você seria capaz de dar sua vida salvando tantas outras?
Você seria capaz de escutar o outro que é diferente de você ou já o rotularia naquilo que pseudo-conhece? Você escolheria as pessoas que estariam no bote salva-vidas com você? E sobre aqueles que restariam perdidos nesta história... Seriam eles aqueles que não conseguiram entrar no bote, por um motivo ou outro, ou seriam aqueles que, desde o início da tragédia, já foram "concebidos" como cartas fora do baralho dos privilegiados?
Vamos nesta loucura... Só não me digam "salve-se quem puder"...
Sim, estou lutando comigo para sintonizar dentro de mim a utopia e a esperança... Estou lutando dentro de mim para não me conceber, e nem às outras mulheres, como o lixo vaginal que este sistema insiste em dizer que somos...
O sistema é bruto e elitista! Mas o pior não é isso! O pior é reconhecê-lo machista, mesmo que a frente tenham outras mulheres. Aí você constata que não se trata de gênero ou sexo masculino ou feminino, mas é o cultural. O sistema é bruto e o machismo é cultural. E o navio está afundando... Fique alerta!
Abraço de Luz!
(Sou mulher, sou leiga, sou escritora e questionadora... Não gostou do que leu, não posso fazer nada, não sei escrever contos da carochinha)