(Se você se escandaliza com as palavras, não leia... Te avisei)
Comecemos com uma constatação: o grande navio foi abalado e está se afundando aos poucos. Outra constatação: temos pessoas dentro deste navio. Pessoas. Mais outra constatação: os recursos são poucos para garantir de imediato a sobrevivência, se não de todos, ao menos da maioria.
Ecoa no absurdo vazio: SALVE-SE QUEM PUDER!
Daí a euforia egocêntrica!
Esta semana constatei que, onde quer que estejamos, estaremos no eterno Titanic... O que dói na alma, não é constatar o fim fatídico de um navio que afunda. Quer saber o que dói? Dói constatar que aquelas mazelas elitizadas se perpetuam. Estratégias imediatas para salvaguardar os interesses primeiros de grupos privilegiados. Este é o mal. Em todo espaço (na sociedade, na política, e nas igrejas/religiões) tem sempre um grupo privilegiado, que pode ser por legitimidade ou por pura soberbia. E, em grande parte da história, são sempre eles a decidirem a vida dos demais. São sempre eles os inteligentes. São sempre eles os entendedores da análise de conjuntura e da economia. E, em grande parte, são sempre eles os "eles", pois mulher não tem perfil para traçar estratégias e buscar soluções duradouras. E somos sempre nós a sofrer o impacto de suas decisões, atônitos sem muito entender ou acreditar no que está acontecendo...
Vamos minha gente! O navio está afundando. Não nos iludamos, não corramos atrás dos senhores dos privilégios. Seu universo é muito pequeno para que caibamos todos. Corramos atrás dos ratos, ao menos eles nos ajudam dando-nos pistas para nossa sobrevivência.
Pensei que o difícil da vida fosse lutar, sol a sol, por minha sobrevivência. Mas, as duras penas, constato que o difícil mesmo é sobreviver neste sistema excludente e sedutor, que dita regras com elegância, com diplomacia, nos cálculos econômicos e na falsa acolhida de nosso ser mulher no mundo.
E me perdoem minha ousadia, mas ter vagina (fique claro que usei o nome técnico) neste mundo parece como ter um diploma de burrice desde o dia do nascimento... Não, não estou levantando nenhuma bandeira feminista. Apenas apresento em palavras o que constato na observação diária. Estamos no mundo e não somos cegas. Estamos no mundo e sofremos com esse sistema que dita a etiqueta para o homem e para a mulher... E meu alerta interior é que, infelizmente, este sistema econômico está muito invasor de nossas relações interpessoais, de nossas relações fraternas, até mesmo dentro dos espaços de nossa experiência de fé e comunionalidade...
Enfim, o Titanic está aí... E você o que fará? Vai pensar junto para o bem de todos ou vai pensar sozinho e para o privilegio de poucos?
Você seria capaz de dar sua vida salvando tantas outras?
Você seria capaz de escutar o outro que é diferente de você ou já o rotularia naquilo que pseudo-conhece? Você escolheria as pessoas que estariam no bote salva-vidas com você? E sobre aqueles que restariam perdidos nesta história... Seriam eles aqueles que não conseguiram entrar no bote, por um motivo ou outro, ou seriam aqueles que, desde o início da tragédia, já foram "concebidos" como cartas fora do baralho dos privilegiados?
Vamos nesta loucura... Só não me digam "salve-se quem puder"...
Sim, estou lutando comigo para sintonizar dentro de mim a utopia e a esperança... Estou lutando dentro de mim para não me conceber, e nem às outras mulheres, como o lixo vaginal que este sistema insiste em dizer que somos...
O sistema é bruto e elitista! Mas o pior não é isso! O pior é reconhecê-lo machista, mesmo que a frente tenham outras mulheres. Aí você constata que não se trata de gênero ou sexo masculino ou feminino, mas é o cultural. O sistema é bruto e o machismo é cultural. E o navio está afundando... Fique alerta!
Ecoa no absurdo vazio: SALVE-SE QUEM PUDER!
Daí a euforia egocêntrica!
Esta semana constatei que, onde quer que estejamos, estaremos no eterno Titanic... O que dói na alma, não é constatar o fim fatídico de um navio que afunda. Quer saber o que dói? Dói constatar que aquelas mazelas elitizadas se perpetuam. Estratégias imediatas para salvaguardar os interesses primeiros de grupos privilegiados. Este é o mal. Em todo espaço (na sociedade, na política, e nas igrejas/religiões) tem sempre um grupo privilegiado, que pode ser por legitimidade ou por pura soberbia. E, em grande parte da história, são sempre eles a decidirem a vida dos demais. São sempre eles os inteligentes. São sempre eles os entendedores da análise de conjuntura e da economia. E, em grande parte, são sempre eles os "eles", pois mulher não tem perfil para traçar estratégias e buscar soluções duradouras. E somos sempre nós a sofrer o impacto de suas decisões, atônitos sem muito entender ou acreditar no que está acontecendo...
Vamos minha gente! O navio está afundando. Não nos iludamos, não corramos atrás dos senhores dos privilégios. Seu universo é muito pequeno para que caibamos todos. Corramos atrás dos ratos, ao menos eles nos ajudam dando-nos pistas para nossa sobrevivência.
Pensei que o difícil da vida fosse lutar, sol a sol, por minha sobrevivência. Mas, as duras penas, constato que o difícil mesmo é sobreviver neste sistema excludente e sedutor, que dita regras com elegância, com diplomacia, nos cálculos econômicos e na falsa acolhida de nosso ser mulher no mundo.
E me perdoem minha ousadia, mas ter vagina (fique claro que usei o nome técnico) neste mundo parece como ter um diploma de burrice desde o dia do nascimento... Não, não estou levantando nenhuma bandeira feminista. Apenas apresento em palavras o que constato na observação diária. Estamos no mundo e não somos cegas. Estamos no mundo e sofremos com esse sistema que dita a etiqueta para o homem e para a mulher... E meu alerta interior é que, infelizmente, este sistema econômico está muito invasor de nossas relações interpessoais, de nossas relações fraternas, até mesmo dentro dos espaços de nossa experiência de fé e comunionalidade...
Enfim, o Titanic está aí... E você o que fará? Vai pensar junto para o bem de todos ou vai pensar sozinho e para o privilegio de poucos?
Você seria capaz de dar sua vida salvando tantas outras?
Você seria capaz de escutar o outro que é diferente de você ou já o rotularia naquilo que pseudo-conhece? Você escolheria as pessoas que estariam no bote salva-vidas com você? E sobre aqueles que restariam perdidos nesta história... Seriam eles aqueles que não conseguiram entrar no bote, por um motivo ou outro, ou seriam aqueles que, desde o início da tragédia, já foram "concebidos" como cartas fora do baralho dos privilegiados?
Vamos nesta loucura... Só não me digam "salve-se quem puder"...
Sim, estou lutando comigo para sintonizar dentro de mim a utopia e a esperança... Estou lutando dentro de mim para não me conceber, e nem às outras mulheres, como o lixo vaginal que este sistema insiste em dizer que somos...
O sistema é bruto e elitista! Mas o pior não é isso! O pior é reconhecê-lo machista, mesmo que a frente tenham outras mulheres. Aí você constata que não se trata de gênero ou sexo masculino ou feminino, mas é o cultural. O sistema é bruto e o machismo é cultural. E o navio está afundando... Fique alerta!
Abraço de Luz!
(Sou mulher, sou leiga, sou escritora e questionadora... Não gostou do que leu, não posso fazer nada, não sei escrever contos da carochinha)
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