sábado, 24 de setembro de 2016

Coragem, Resistência, Resiliência!



Foto: Elis da Luz! Setembro, 2016.
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.O que ela quer da gente é coragem."  
(Guimarães Rosa)


Sim, nestes tempos de #ForaTemer, a vida quer da gente coragem. Coragem e ousadia. Não podemos esmorecer na luta pela manutenção de nossos direitos. 
Esta luta não vale... Luta-se por direitos e não para sua manutenção. Isso representa o retrocesso, uma barbárie diplomática e burocrática.

Minha gente, não nos basta escandalizarmo-nos com as decisões que estão sendo decididas, com as medidas que estão sendo tomadas... Precisamos criar resistência... Resistência feminina, resistência poética, resistência libertadora, resistência das minorias, etc.

Moço, deixa eu falar... Não dá para ficar calada, vendo ratos invadindo espaços comunitários e comendo da comida do povo... 

Moço, deixa eu falar... Deixa eu gritar minha indignação, pois os lobos mais querem meu silêncio e a voz calada dos conformados!

Moço, deixa eu falar... Por que a palavra é a única coisa que nos restou livre... E com ela posso manifestar meu #ForaTemer...

Vamos, minha gente! A vida exige de nós coragem... A cada tapa na cara, dado por esta "rataiada" oligarca, vivamos a resiliência dos humildes! 

Vamos na luta e não deixemos de sonhar com o Outro mundo possível. Sim, eu acredito. Sim, eu quero! Por isso, luto, canto, grito e resisto!


Elis da Luz




Foto: Elis da Luz! Setembro, 2016.

Benção poética

Meu amor pediu-me um poema. Pediu-me que concedesse a ele a benção da Poesia. Pois poemas não são automáticos. Devem brotar de dentro, do nosso olhar interior, da intensidade da vida que ferve dentro de nós... Disse sim! Mas este sim foi meu ato de fé para com minha mãe Poesia... Por saber que olharia por sua filha poética e não me deixaria na mão...
Confiei no tempo.
Confiei e perscrutei as coisas mais lindas que emanavam de meu objeto poético: meu amor!
Vivi a "ruminatio" dos poetas... De meditar no silêncio, de se deixar embalar calmamente pelas palavras...
Até que o poema chegou. Mas chegou na hora dele. Manso, travesso e sorridente com a aurora. Eram 1h14 da madrugada...
Obediente, deixei meu leito. Pequei o papel e a caneta. Sentei concentrada no sofá, no silêncio das altas horas...
E o papel preencheu-se de palavras.
Meu êxtase poético chegando ao fim...
O poema veio tão ele, meu amor, que não precisou de retoques. Era ele retratado no papel.
A Poesia fazia reverência a sua beleza e encanto... Apaixonou-se por ele também... rsrs
Hoje, estou aqui, lendo e relendo este poema. Como se a cada leitura devota fosse um beijo de amor nos lábios de quem me faz suspirar e voar no pensamento... Como se aquele papel, aquelas palavras, aquele poema tivessem o poder de eliminar a distância entre nós, de congelar o tempo, e nos unir naquele espaço só nosso, onde podemos dizer nossas verdades sem medo...
A Poesia tornou-se nosso esconderijo de Amor.

Apoema

domingo, 11 de setembro de 2016

Olhar bucólico!

O amor é a conexão de duas almas... Dos espíritos elevados... Só a sensibilidade artística para desvelar tal sentimento de entrega... Porque nossos olhos se assujeitaram a ver sexo onde existe amor.

Foto: Eu que fiz!

Companheiro #ForaTemer

Foto: Eu que fiz e que escrevi!

SOBRE O POETA E O AMOR

Foto: Eu que fiz!

Alma poeta quer fazer experiência de tudo, até da dor!
E quando a dor vem da experiência de amar, aí parece que o poeta tem prazer em sofrer... Mas isso, aparentemente... Os poemas nascem porque é o alívio da alma escrito no papel...
Amar em silêncio? Para nós, não existe!
Nosso coração grita e a mão dá ouvidos à mente em transe literário...
Mas o poeta também é malandro!
Grita com as palavras, expõe as cores de seu amor, de sua "sofrência", mas não permite que aos outros seja concedido a licença de entrar em seu quarto nupcial interior... Só a pessoa amada!
E mesmo na dor, o Amor é lindo! Faz-nos sentir vivos e eternos!
Isso nos basta!
Abraço de Luz!

SOBRE FLORES E PEDRAS

Foto: Eu que fiz!
Sofro mais pelos outros do que por mim mesma... 
Sofro quando vejo alguém receber o fruto podre da humanidade de um outro: "alfinetada", palavras duras e grosseiras, silêncio excluidor, guetos...
Sofro mais pelos outros do que por mim mesma... 
Perfeita alegria quando essas coisas ocorrem comigo. Graças a Deus foi comigo e não com um outro! Transcendência do espírito. Mas mesmo vivendo tal transcendência, reflito em tais palavras: somos impacientes, somos intolerantes, somos seletistas, somos oportunistas... Criticamos os poderosos e praticamos os mesmos mecanismos de "defesa" pessoal, de exclusão, de guerra dentro de nossas relações cotidianos... Questionamos a política (temos respostas para tudo) e não sabemos abrir espaço para a política do bem viver...
Uma palavra a mais parece perda de tempo; um sorrriso dado ao outro parece interesse obscuro; uma pergunta parece sinônimo de burrice... Será? E se a palavra a mais, o sorriso dado e a pergunta feita fossem sinônimos de busca de interação verdadeira, de encontro com o outro, de tentativa de conhecimento mútuo...
Diante das rosas que ofereço, vejo serem lançadas pedras da insignificância, da indiferença, da inteligência que se "exalta" e diz quem é o melhor... E diante dessas pedras, as quais juntas poderão formar um forte muro entre eu e o outro, às vezes, me questiono por ser assim tão sonhadora com essa Civilização do Amor, por acreditar que eu e o outro, nós juntos, podemos mudar e transformar o mundo... não conseguimos nem nos encontrarmos como pessoas dentro do espaço de convivência comum, por vezes (ou muitas vezes) somos muro, somos porta fechada, somos pedra...
E aí? O que vamos oferecer? Flores ou pedras?
Abraço de Luz!

Mãe terra e a febre

Estou fazendo a transcrição de uma conferência de Boff, em um encontro nacional do MST com a temática sobre a Agroecologia... Não tem como não se deixar comover e sentir-se chamado em causa pela situação dramática em que se encontra nossa Mãe Terra e, consequentemente, nós!
Nossa Mãe Terra está doente e o sintoma mais visível é a febre... Quanta irresponsabilidade a nossa em não saber cuidar de nossa própria Mãe... E ele diz que esta Mãe precisa de mãos que a acariciem e não de punhos que a dominem...
Senhor, Pai da Vida, transfigura nosso olhar e nosso coração!
Dai-nos a qualidade de nossa consciência social... Nosso conhecimento partilhado está tão contaminado pelo vírus do poder que oprime e restringe a Vida, seleciona homens e mulheres, exclui outros tantos e tantas... Desconsidera a vida de nossas crianças que sofrem nas várias partes do mundo...
Nosso coração está indiferente com o outro, com os outros...
Que nossas ações sejam mais proféticas e ousadas no Evangelho do dia a dia...
Não mais rituais, mas escolhas concretas que optem pela vida plena...
Não mais regras moralistas, mas o reconhecimento do outro, do universo, dos seres vivos...
Não mais o individualismo, mas a consciência plena que nossas vidas estão interligadas...
Mãe Terra, Pachamama, Mãe querida que tudo nos dá, perdoai nossa incapacidade de amar-te como filhos e nosso egoísmo de tudo extrair de ti, com negligência e ganância.
Pai da Vida, ajudai-nos!
Pachamama, perdoai-nos!
Irmãos e irmãs, convertemo-nos!
Abraço de Luz!
Foto: Humberto S. H. Contreras, ABAI, Paraná.

Narrativa de Elis

Ela: _ Não fica chateado comigo, sou espontânea demais... Prometo mudar...
Ele: _ Não muda não... Não quero!

E ela sorriu dentro, acolhendo com docilidade aquele imperativo... 

O amor faz sorrir e deixa livre...


SOBRE A LIBERDADE DE SER QUEM VOCÊ É...

Dias atrás recebi duas mensagens, em "Off", de amigos de contextos diferentes e estados diferentes. Uma dizia: "Adoro os seus post..." A outra: "Você se expõe demais, não tem medo?!"
Bem diferentes, né?!
Fizeram-me refletir esses dias...
Agora, a minha resposta...
Obrigada a você, que mesmo não concordando, vez ou outra, com os meus pensamentos e bandeiras de luta, vive a contemplação do que é mais verdadeiro em mim... E se sou verdadeira, sou falha, cheia de erros, mas, também, cheia de esperança, de ousadia poética e literária, de deixar ecoar o mosaico das pessoas em mim, as quais foram tecidas no imaginário cultural de minha vida, pelas experiências, quedas e vitórias que vivi...
A você que disse que me exponho demais e, por fim, perguntou-me se não tenho medo... Bom, o que tenho a dizer é que, a esta altura da vida, tendo em mente tudo o que vivi, de bom e de ruim, dos ciclos que tive de fechar para poder sobreviver mentalmente, dos projetos de vida reformulados, NÃO, não tenho medo e nem me permito a tê-lo... O medo é diabólico, corta as suas asas, cria outros tantos demônios e divisões dentro e fora... Não, não tenho medo! Meus pensamentos e minhas bandeiras de luta não os posso esconder... Minha alma poeta, que tudo inclui e nada se faz perder, não a posso desconsiderar... Meu espírito libertário, meu senso de justiça, não os posso sufocar... Meu espírito feminino (não feminista, pois para mim, feminista tem cheiro de patriarcal e matriarcal, e sou pela experiência matrística, que valoriza a essência feminina, seu potencial como mulher, sua valorização numa sociedade de espírito matrístico, que não a vê simplesmente como um objeto de reprodução e serviçal), pois é, este espírito feminino de resistência tão menos posso deixar no vácuo social...
Enfim, como já disse outras vezes, o diferente não me causa medo. Assusta-me o indiferente. Agora sim, posso dizer um medo que tenho.
Também o acolherei na sua diversidade de pensamento, de visão de mundo. Encontraremos, eu e você, o ponto do equilíbrio da convivência... O resto, Deus faz!
Sim, tenho espírito revolucionário, questionador e lutador! Mas converso com o Cara lá de cima! E tem horas que o questiono também e Ele me acolhe assim, tão terra, tão chão, ousando olhar para o céu... Ora brisa, ora furacão...
Eu o sinto na natureza. Eu o escuto nos sinais, no diálogo com o outro. Ele também me questiona. Ele me provoca a olhar a dor do outro e a não ser indiferente. Ele me fala baixinho que não posso excluir ninguém... Tenho que fazer silêncio dentro para escutá-lo, porque, ao nosso redor, a gritaria social acaba por apedrejar gays, lésbicas, índios, negros, camponeses, nordestinos, nortistas, mulheres, quem diverge da direita na Política, quem é pobre, quem é desempregado, quem é estrangeiro, quem é jovem, e tantos outros...
Sim, Ele me questiona muito, provoca-me mais ainda e, muitas vezes, tem a cara de pau (por favor, perdoem minha intimidade com Deus) de me pedir para dar a cara a bater... E ainda me lembra o ensinamento de seu Filho: "Ao que te bate numa face, oferece-lhe igualmente a outra" (Lc 6,29)... Ele diz que é nobreza de espírito. Sim, é nobreza mesmo, porque tem horas que dá vontade é de mandar se F%*&# mesmo ou plantar coquinho...
Então, deu para perceber que, mesmo em minha Fan Page, a qual posso enfeitá-la ou deixá-la mais sublime, bonita e polida para os outros verem, não posso deixar de ser quem sou? Sou eu em tantas de mim, com tantos outros que reconheço e com os (e pelos quais) luto!
Sou eu no meu direito de SER LIVRE! E Deus me ama assim! Não é ofensa, é resgate da minha história e da história dos demais! Se isso causar-me consequências, só reforçará aquilo que combatemos: o sistema é opressor, saúda os que se escondem e exalta os calados!
Quanto a mim, calar é um "direito" que não escolhi...
Abraço de Luz!

Resistentes como o Ipê amarelo!

Não existe cuidado a meia boca: ou se cuida verdadeiramente ou só preenchemos tabela, protocolo...
Não existe Dom pela metade... Se me proponho ao bem, devo insistir comigo mesmo de ir até o fim... Ainda que superando medos, ultrapassando barreiras que me distanciam do outro... Quem sabe o que pode nascer na fronteira do encontro?
Ultimamente, estou percebendo um mundo tão cheio de medrosos e que, facilmente, culpam os outros pela nossa inércia no Amor...
Senhor, incendeia este caldeirão tíbio. 
Por mais homens e mulheres ousados 
no amor, capazes de morrer para si, 
de rir de si mesmo, 
corajosos em recomeçar... 
Resistentes como o Ipê amarelo! 
Amém


Servos inúteis

Foto: Eu que fiz!
Quando você chegar com os frutos do trabalho nas mãos e perguntarem, ao final, o porquê dos frutos e da semeadura... Diga para si mesmo "somos servos inúteis, fizemos o que deveria ser feito" (Lc 17,10)... 
Mas não perca tempo... 
É Deus também lhe dando o recadinho que chegou a hora de se deixar levar por ele a outros espaços que queiram a semeadura que você venha a oferecer e os frutos que de você brotará...

O que resta?

Foto: Eu que fiz!
Tão difícil encontrar palavras certas para momentos desconcertantes... Como suprir com palavras a incógnita do outro?
E o que resta de toda a vida?
Resta o que foi partilhado na gratuidade, na convivência sincera, sem máscaras, sendo simplesmente nós... 
Restam as lembranças dos dias bons que marcaram o coração... 
Resta o amor de mãe, desfolhado dia-a-dia na sua entrega mística, tão natural e tão humana... 
Resta a certeza do reencontro, de dizer para si e para o outro que parte: se aqui foi bom, da próxima vez vai ser bem melhor...

Batom vermelho

Resiliência...
Batom vermelho, porque sou mulher e reconheço a bravura de uma...
13 beijos... 
54 milhões de estrelas, vamos Resistir, Temer jamais!
E para concluir #ForaTemer eternamente!

Foto: Eu que fiz!

O CANTO DAS PANELAS

Foto: Elisangela Dias Barbosa
Elas cantaram a trilha sonora de uma das piores páginas de nossa história brasileira...
Coitadas, tão inocentes, tão vulneráveis aos desejos elitizados, dos sem compromisso com os mais pobres de fato...
E hoje elas estão silenciosas...
Por quê?
As mãos que antes agitavam-as, hoje, batem palmas e sorriem com sarcasmo na ilusória euforia de que agiram pelo bem comum.
Qual bem?
O seu? O dos seus?
Qual comum?
O nosso? Onde se sofre e se luta em prol de um nós ampliado, os excluídos e sem voz?
O seu "nosso"? Tão restrito e tão senhor de si e patrão dos outros...
E as panelas ficaram ali... No canto, esquecidas!
Já não são mais necessárias... Nem mesmo para o pobre, o excluído...
Não, meu povo, não condenem as singelas panelas...
A História já registrou quem lutou... E olha que todos lutaram, até quem disse que não se envolvia no assunto...
O peso das panelas estará na costa de todos... Resta saber se você a usou para agitar ao vento em ato de "cidadania"... Ou se a usou como ato de cidadania para tentar nuclear mais ao redor da mesa, dando a cara para bater não por patinhos amarelos mas pelo povo lascado...
Hoje,o Golpe se concretizou! A vergonha social apenas começando!
E deixo registrado aqui:
1) Foi Golpe!
2) Adeus aos direitos conquistados!
3) Movimentos sociais uni-vos!
4) Votamos em um projeto político social e não em Temer (parem com esse discurso de quererem nos culpar)!
5) Não gostou das minhas postagens me exclui de seu Facebook (em 4 anos de Facebook só tenho 645, não ligo para números mesmo!)
Abraço de Luz e vergonha na cara golpistas!