A intolerância está matando. Olhar para Orlando e constatar este episódio triste é constatar que como humanidade estamos escrevendo a pior história. As páginas recentes de nosso livro-mundo evidencia o quanto nossa humanidade não amadureceu. Vou explicar.
O desastre de Mariana, o ataque na França, as embarcações afundando no Mediterrâneo, o problema da Síria, a situação caótica do Equador (mesmo que por desastre "natural"), a eterna situação de pobreza na África, a violência contra a mulher no Brasil, o ataque em Orlando (e tantos outros ocultos por aí), a crise política na América Latina, a crise ecológica citada por Francisco... Enfim, evidencia nossa total desarmonia neste universo. Nossa incapacidade social de sermos éticos, prudentes, de viver o diálogo nas diferenças, de sermos escuta verdadeira, bons samaritanos com os que estão às margens, de sermos pró-ativos na ação política que garanta o bem-viver, nossa incapacidade de formarmos pessoas com sensibilidade nobre para com os outros. Questionamos, mas nossos argumentos são artificiais, tão sem referenciais, tão velhos e tão manipulados...
O mundo acelerou-se. A mudança de época faz tempo que chegou, faz tempo que é citada. Só não mudamos nós. O outro me causa medo, me faz ter sentimentos de rejeição ou até mesmo de superioridade sobre ele. O sentimento de purificação está no ar. Novos guetos estão sendo formados e novas periferias estão sendo obrigadas a se nuclear... Cheiro de arianismo no ar?... Do "Nós e os Outros"?
Enfim, o fato de Orlando mexeu comigo. Deu medo na alma e me chamou em causa para o meu papel social no mundo. O que estou fazendo para alicerçar a cultura do encontro verdadeiro? Quais ações minhas reforçam essa maré de intolerância com o que é diferente de mim? Diante de todos os adjetivos que o outro possa ter, o concebo na sua essência primeira, como pessoa humana?
Doeu em mim, porque, por um momento, senti a dor dos familiares e amigos das vítimas. Pensei em meus primos, nas minhas primas, nos meus amigos e nas minhas amigas. Pessoas!
E o que dizer aos que virão sobre este fato?
_ Morreram de quê?
_ Morreram de intolerância!
_ Mas mamãe, intolerância mata?
_ Mata filhinho... Mata e silencia muitos... Mata e justifica por que matou...
Façamos a nossa parte na construção de um Outro Mundo Possível, onde TODOS sejam respeitados por sua condição humana.
Um pensamento orante aos que morreram, até para quem atirou, fez sua passagem justamente com aqueles que não tolerou...
O desastre de Mariana, o ataque na França, as embarcações afundando no Mediterrâneo, o problema da Síria, a situação caótica do Equador (mesmo que por desastre "natural"), a eterna situação de pobreza na África, a violência contra a mulher no Brasil, o ataque em Orlando (e tantos outros ocultos por aí), a crise política na América Latina, a crise ecológica citada por Francisco... Enfim, evidencia nossa total desarmonia neste universo. Nossa incapacidade social de sermos éticos, prudentes, de viver o diálogo nas diferenças, de sermos escuta verdadeira, bons samaritanos com os que estão às margens, de sermos pró-ativos na ação política que garanta o bem-viver, nossa incapacidade de formarmos pessoas com sensibilidade nobre para com os outros. Questionamos, mas nossos argumentos são artificiais, tão sem referenciais, tão velhos e tão manipulados...
O mundo acelerou-se. A mudança de época faz tempo que chegou, faz tempo que é citada. Só não mudamos nós. O outro me causa medo, me faz ter sentimentos de rejeição ou até mesmo de superioridade sobre ele. O sentimento de purificação está no ar. Novos guetos estão sendo formados e novas periferias estão sendo obrigadas a se nuclear... Cheiro de arianismo no ar?... Do "Nós e os Outros"?
Enfim, o fato de Orlando mexeu comigo. Deu medo na alma e me chamou em causa para o meu papel social no mundo. O que estou fazendo para alicerçar a cultura do encontro verdadeiro? Quais ações minhas reforçam essa maré de intolerância com o que é diferente de mim? Diante de todos os adjetivos que o outro possa ter, o concebo na sua essência primeira, como pessoa humana?
Doeu em mim, porque, por um momento, senti a dor dos familiares e amigos das vítimas. Pensei em meus primos, nas minhas primas, nos meus amigos e nas minhas amigas. Pessoas!
E o que dizer aos que virão sobre este fato?
_ Morreram de quê?
_ Morreram de intolerância!
_ Mas mamãe, intolerância mata?
_ Mata filhinho... Mata e silencia muitos... Mata e justifica por que matou...
Façamos a nossa parte na construção de um Outro Mundo Possível, onde TODOS sejam respeitados por sua condição humana.
Um pensamento orante aos que morreram, até para quem atirou, fez sua passagem justamente com aqueles que não tolerou...
Abraço de Luz!
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