terça-feira, 18 de outubro de 2016

Amo-te assim!

Amo-te no meu silêncio e na minha aparente solidão, a qual entras sem pedir licença, pois o espaço é teu...
Amo-te por inteiro, com tudo o que és e o que não és...
E descobri que estava perdida de amor quando, apoiada em teu peito, não senti desconforto ao ouvir teu sono barulhento... Atentei-me mais as batidas de seu coração que estavam sob meus ouvidos... E foi a mais linda canção que ouvi...
Amo-te devotamente! Por quê?
Porque vejo em ti a humanidade que procuro em mim e sei que ao teu lado posso crescer mais...
Amo-te e te deixo livre... Pois me enamorei por uma águia e o preço que tenho de pagar é ver-te em teus voos ousados e altos...
Mas a melhor recompensa é saber que, em teu cansaço do agitar dos dias e dos voos irados, virás até mim, pousando docemente em minhas mãos... Para o refúgio dos amantes!
Amo-te assim, do meu jeito... Ora desligada, ora explosiva, ora tão terna, ora aquecida, ora metódica, ora poeta, ora louca, ora santa, ora Frida, ora militante, ora "de boa"...
Amo-te porque me acolhes assim inteira, com tudo o que sou e o que não sou...
E volto ao meu silêncio e a minha aparente solidão, amando-te.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Escuridão linda!




Moço, deixa eu lhe falar...

Quando tentam me definir,
Quando tentam me enquadrar em substantivos e adjetivos que nada dizem de mim,
Quando me isolam em um verbete que não faz eco ao que há de mais essencial em mim...
Quando me dão receitas prontas que a mim nada servem...
Respiro fundo,
Vivo o silêncio da alma,
E sigo com passos firmes
Na estrada de chão,
Na travessia do tempo,
Conservando a utopia...
Minha alegria: 
O vento no rosto e as estrelas no céu...
Assim, 
Toda escuridão da noite torna-se linda!

sábado, 24 de setembro de 2016

Coragem, Resistência, Resiliência!



Foto: Elis da Luz! Setembro, 2016.
"O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta.O que ela quer da gente é coragem."  
(Guimarães Rosa)


Sim, nestes tempos de #ForaTemer, a vida quer da gente coragem. Coragem e ousadia. Não podemos esmorecer na luta pela manutenção de nossos direitos. 
Esta luta não vale... Luta-se por direitos e não para sua manutenção. Isso representa o retrocesso, uma barbárie diplomática e burocrática.

Minha gente, não nos basta escandalizarmo-nos com as decisões que estão sendo decididas, com as medidas que estão sendo tomadas... Precisamos criar resistência... Resistência feminina, resistência poética, resistência libertadora, resistência das minorias, etc.

Moço, deixa eu falar... Não dá para ficar calada, vendo ratos invadindo espaços comunitários e comendo da comida do povo... 

Moço, deixa eu falar... Deixa eu gritar minha indignação, pois os lobos mais querem meu silêncio e a voz calada dos conformados!

Moço, deixa eu falar... Por que a palavra é a única coisa que nos restou livre... E com ela posso manifestar meu #ForaTemer...

Vamos, minha gente! A vida exige de nós coragem... A cada tapa na cara, dado por esta "rataiada" oligarca, vivamos a resiliência dos humildes! 

Vamos na luta e não deixemos de sonhar com o Outro mundo possível. Sim, eu acredito. Sim, eu quero! Por isso, luto, canto, grito e resisto!


Elis da Luz




Foto: Elis da Luz! Setembro, 2016.

Benção poética

Meu amor pediu-me um poema. Pediu-me que concedesse a ele a benção da Poesia. Pois poemas não são automáticos. Devem brotar de dentro, do nosso olhar interior, da intensidade da vida que ferve dentro de nós... Disse sim! Mas este sim foi meu ato de fé para com minha mãe Poesia... Por saber que olharia por sua filha poética e não me deixaria na mão...
Confiei no tempo.
Confiei e perscrutei as coisas mais lindas que emanavam de meu objeto poético: meu amor!
Vivi a "ruminatio" dos poetas... De meditar no silêncio, de se deixar embalar calmamente pelas palavras...
Até que o poema chegou. Mas chegou na hora dele. Manso, travesso e sorridente com a aurora. Eram 1h14 da madrugada...
Obediente, deixei meu leito. Pequei o papel e a caneta. Sentei concentrada no sofá, no silêncio das altas horas...
E o papel preencheu-se de palavras.
Meu êxtase poético chegando ao fim...
O poema veio tão ele, meu amor, que não precisou de retoques. Era ele retratado no papel.
A Poesia fazia reverência a sua beleza e encanto... Apaixonou-se por ele também... rsrs
Hoje, estou aqui, lendo e relendo este poema. Como se a cada leitura devota fosse um beijo de amor nos lábios de quem me faz suspirar e voar no pensamento... Como se aquele papel, aquelas palavras, aquele poema tivessem o poder de eliminar a distância entre nós, de congelar o tempo, e nos unir naquele espaço só nosso, onde podemos dizer nossas verdades sem medo...
A Poesia tornou-se nosso esconderijo de Amor.

Apoema

domingo, 11 de setembro de 2016

Olhar bucólico!

O amor é a conexão de duas almas... Dos espíritos elevados... Só a sensibilidade artística para desvelar tal sentimento de entrega... Porque nossos olhos se assujeitaram a ver sexo onde existe amor.

Foto: Eu que fiz!

Companheiro #ForaTemer

Foto: Eu que fiz e que escrevi!

SOBRE O POETA E O AMOR

Foto: Eu que fiz!

Alma poeta quer fazer experiência de tudo, até da dor!
E quando a dor vem da experiência de amar, aí parece que o poeta tem prazer em sofrer... Mas isso, aparentemente... Os poemas nascem porque é o alívio da alma escrito no papel...
Amar em silêncio? Para nós, não existe!
Nosso coração grita e a mão dá ouvidos à mente em transe literário...
Mas o poeta também é malandro!
Grita com as palavras, expõe as cores de seu amor, de sua "sofrência", mas não permite que aos outros seja concedido a licença de entrar em seu quarto nupcial interior... Só a pessoa amada!
E mesmo na dor, o Amor é lindo! Faz-nos sentir vivos e eternos!
Isso nos basta!
Abraço de Luz!