domingo, 11 de setembro de 2016

SOBRE FLORES E PEDRAS

Foto: Eu que fiz!
Sofro mais pelos outros do que por mim mesma... 
Sofro quando vejo alguém receber o fruto podre da humanidade de um outro: "alfinetada", palavras duras e grosseiras, silêncio excluidor, guetos...
Sofro mais pelos outros do que por mim mesma... 
Perfeita alegria quando essas coisas ocorrem comigo. Graças a Deus foi comigo e não com um outro! Transcendência do espírito. Mas mesmo vivendo tal transcendência, reflito em tais palavras: somos impacientes, somos intolerantes, somos seletistas, somos oportunistas... Criticamos os poderosos e praticamos os mesmos mecanismos de "defesa" pessoal, de exclusão, de guerra dentro de nossas relações cotidianos... Questionamos a política (temos respostas para tudo) e não sabemos abrir espaço para a política do bem viver...
Uma palavra a mais parece perda de tempo; um sorrriso dado ao outro parece interesse obscuro; uma pergunta parece sinônimo de burrice... Será? E se a palavra a mais, o sorriso dado e a pergunta feita fossem sinônimos de busca de interação verdadeira, de encontro com o outro, de tentativa de conhecimento mútuo...
Diante das rosas que ofereço, vejo serem lançadas pedras da insignificância, da indiferença, da inteligência que se "exalta" e diz quem é o melhor... E diante dessas pedras, as quais juntas poderão formar um forte muro entre eu e o outro, às vezes, me questiono por ser assim tão sonhadora com essa Civilização do Amor, por acreditar que eu e o outro, nós juntos, podemos mudar e transformar o mundo... não conseguimos nem nos encontrarmos como pessoas dentro do espaço de convivência comum, por vezes (ou muitas vezes) somos muro, somos porta fechada, somos pedra...
E aí? O que vamos oferecer? Flores ou pedras?
Abraço de Luz!

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