Meu amor pediu-me um poema. Pediu-me que concedesse a ele a benção da Poesia. Pois poemas não são automáticos. Devem brotar de dentro, do nosso olhar interior, da intensidade da vida que ferve dentro de nós... Disse sim! Mas este sim foi meu ato de fé para com minha mãe Poesia... Por saber que olharia por sua filha poética e não me deixaria na mão...
Confiei no tempo.
Confiei e perscrutei as coisas mais lindas que emanavam de meu objeto poético: meu amor!
Vivi a "ruminatio" dos poetas... De meditar no silêncio, de se deixar embalar calmamente pelas palavras...
Até que o poema chegou. Mas chegou na hora dele. Manso, travesso e sorridente com a aurora. Eram 1h14 da madrugada...
Obediente, deixei meu leito. Pequei o papel e a caneta. Sentei concentrada no sofá, no silêncio das altas horas...
E o papel preencheu-se de palavras.
Meu êxtase poético chegando ao fim...
O poema veio tão ele, meu amor, que não precisou de retoques. Era ele retratado no papel.
A Poesia fazia reverência a sua beleza e encanto... Apaixonou-se por ele também... rsrs
Hoje, estou aqui, lendo e relendo este poema. Como se a cada leitura devota fosse um beijo de amor nos lábios de quem me faz suspirar e voar no pensamento... Como se aquele papel, aquelas palavras, aquele poema tivessem o poder de eliminar a distância entre nós, de congelar o tempo, e nos unir naquele espaço só nosso, onde podemos dizer nossas verdades sem medo...
A Poesia tornou-se nosso esconderijo de Amor.
Apoema
Que lindo Elis! Serei seguidora fiel!
ResponderExcluirAh o Amor, este já está eternizado para além de ti!
Ps. Fiquei curiosa hahha
Parabéns!! Lili
Salve, Lili! Agradeço sua apreciação querida!
ExcluirSim, o amor nos torna vivas e eternas!
P.s: Sigilo poético, pacto entre o poeta e sua inspiração! hahaha
Beijão